Artigo

Alimentação infantil: uma tarefa difícil

Por Rita de Cássia Silva - 14 de junho de 2011

Uma das tarefas mais difíceis dos pais hoje em dia, é a educação alimentar das crianças e adolescentes, especialmente devido ao excesso da exposição à TV e às propagandas aos quais são submetidos diariamente. Segundo o Instituto Midiativa (2008), em 2005 as crianças brasileiras com idade entre 4 e 11 anos assistiram cerca de 4h. e 52min. de TV/dia. Além de ser uma atividade sedentária, assistir TV promove o contato com propagandas que são um potencial meio na promoção de práticas dietéticas não saudáveis especialmente de produtos ricos em gordura e açúcar, consequentemente diminuindo a ingestão de frutas e vegetais. Apesar das práticas alimentares serem adquiridas durante toda a vida, os primeiros anos são essenciais para o estabelecimento de hábitos alimentares saudáveis, por isso tanto pais como educadores devem estar atentos a todas as refeições ingeridas pelas crianças e adolescentes. Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira (Brasil 2006), crianças e adolescentes devem fazer pelo menos três refeições diárias (café da manhã, almoço e jantar) intercaladas por pequenos lanches. Já o consumo diário de frutas estabelecido pelo Guia deve ser de três porções diárias, bem como verduras e legumes distribuídos nas refeições, evitando assim o excesso de alimentos industrializados (biscoitos, salgadinhos, refrigerantes, etc), ricos em sódio, gordura e açúcar. Também preocupada com o aumento da obesidade infantil, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara Federal aprovou em 15/04/2010, o Projeto de Lei 127/07 que obriga creches e escolas do ensino fundamental – públicas e particulares - a comercializarem apenas alimentos saudáveis sem suas cantinas. Todo esse esforço quer reverter quadros de obesidade como os mostrados pela Unifesp divulgado em agosto deste ano, onde mostra que só na capital paulista cerca de 25% das crianças e adolescentes estão acima dos padrões internacionais de peso saudável. Antes de tudo, pais e educadores devem dar o exemplo de uma alimentação saudável, com refeições à mesa (sem TV), mais naturais e nutritivas. Toda família e sociedade deve se envolver nesse novo empenho de melhorar a alimentação das crianças e adolescentes.

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